Depois dos médicos, agora é a vez de os enfermeiros que atuam no Sistema Público de Saúde do Estado participarem de um treinamento para ajudar no combate à dengue. A Secretaria de Estado de Saúde inicia na tarde de hoje, a partir das 16 horas, a primeira etapa do curso de capacitação para o diagnóstico e manejo clínico da doença.
A finalidade é capacitar os enfermeiros das redes municipal e estadual de saúde para o atendimento aos pacientes com dengue. O curso será ministrado pelo secretário-adjunto de Atenção à Saúde, Thor Dantas, no auditório do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dape).
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Cerca de 150 doses da vacina contra a febre amarela estão disponíveis duas vezes por semana, nas terças e nas quintas-feiras, no Posto de Saúde 24 horas. Entretanto, a demanda é maior e várias pessoas ficam na fila esperando e acabam por não receber a dose. A fila começa a ser formada ainda pela manhã, mas as fichas da ordem numérica só começam a ser distribuídas às 13h30min.
De acordo com a enfermeira Tanara Michielin, coordenadora das imunizações, as vacinas são disponibilizadas pela secretaria estadual de saúde para a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Caxias e, de lá, distribuídas para a região. Bento Gonçalves atende ainda a demanda de outros municípios da micro região. “As pessoas precisam saber que não há motivo para pânico e nem a necessidade de todo mundo tomar a vacina. Apenas quem vai para as áreas de risco ou para fora do país é que precisam ser imunizadas e devem tomar a dose 10 dias antes da viagem”, informa a enfermeira.
Segundo Tanara, não tem como fazer uma triagem nas pessoas que esperam pela dose. “As vacinas estão disponíveis o ano todo e, quem não vai viajar, não precisa. A fila é pra todo mundo e não temos como cobrar que as pessoas apresentem a passagem já comprada para confirmar se elas realmente vão viajar. Não podemos negar a vacina para ninguém, a não ser que falte”, completa Tanara.
Apesar da imunização ser feita gratuitamente, quem não tiver acesso às doses no posto de saúde, mas tiver condições financeiras, pode procurar clínicas particulares, que comercializam as doses. Foi o que uma leitora da Gazeta teve que fazer para poder viajar, mas ela reclama. “Tenho que viajar para a área de risco e paguei R$ 100,00 cada vacina para meu filho, meu marido e para mim, sabendo que pago impostos e tenho direito de receber a vacina de graça. Fiquei como uma palhaça esperando na fila para chegar na hora e não ser vacinada”, desabafa.
De acordo com a enfermeira Tanara Michielin, coordenadora das imunizações, as vacinas são disponibilizadas pela secretaria estadual de saúde para a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Caxias e, de lá, distribuídas para a região. Bento Gonçalves atende ainda a demanda de outros municípios da micro região. “As pessoas precisam saber que não há motivo para pânico e nem a necessidade de todo mundo tomar a vacina. Apenas quem vai para as áreas de risco ou para fora do país é que precisam ser imunizadas e devem tomar a dose 10 dias antes da viagem”, informa a enfermeira.
Segundo Tanara, não tem como fazer uma triagem nas pessoas que esperam pela dose. “As vacinas estão disponíveis o ano todo e, quem não vai viajar, não precisa. A fila é pra todo mundo e não temos como cobrar que as pessoas apresentem a passagem já comprada para confirmar se elas realmente vão viajar. Não podemos negar a vacina para ninguém, a não ser que falte”, completa Tanara.
Apesar da imunização ser feita gratuitamente, quem não tiver acesso às doses no posto de saúde, mas tiver condições financeiras, pode procurar clínicas particulares, que comercializam as doses. Foi o que uma leitora da Gazeta teve que fazer para poder viajar, mas ela reclama. “Tenho que viajar para a área de risco e paguei R$ 100,00 cada vacina para meu filho, meu marido e para mim, sabendo que pago impostos e tenho direito de receber a vacina de graça. Fiquei como uma palhaça esperando na fila para chegar na hora e não ser vacinada”, desabafa.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Uma dissertação de mestrado defendida em novembro na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP mostra os fatores de risco para a ocorrência de depressão durante a gravidez e o pós-parto.
Na gestação, os fatores de risco são: estar grávida pela primeira ou segunda vez e não desejar a gestação. Já na depressão pós-parto, os fatores são: não ter religião, ter um companheiro desempregado, ter tido depressão na gestação, não receber suporte do Sistema Único de Saúde (SUS), não receber ajuda para cuidar do recém nascido e não receber ajuda do companheiro.
"A gestação e o pós-parto são os períodos da vida da mulher em que ela mais sofre de depressão", explica Valéria Feitosa, autora da pesquisa e enfermeira especialista em psiquiatria “A rotina da mulher muda, muitas vezes ela não tem condições financeiras ou apoio da família. E ainda há as dificuldades com os hormônios” . Das 47 mulheres pesquisadas, 43% tiveram depressão durante a gestação e 30% durante o pós-parto. O levantamento foi feito com mulheres de baixa renda de uma maternidade em Uberaba (MG), e, segundo a pesquisadora, os dados refletem a realidade do País. O professor da Jorge Luis Pedrão, da EERP, orientou o estudo.
Para chegar às informações, a pesquisadora comparou informações dadas pelas mães com dados médicos. Durante a gestação e pós-parto, as mulheres responderam dois questionários sobre sua situação sócio-econômica e de saúde, e sobre a saúde do bebê.
A pesquisadora entrevistou as mulheres para saber se elas recebiam ajuda nas tarefas diárias e tinham apoio emocional e perguntou se eram bem tratadas pelo SUS. Por fim, Valéria pediu para as mulheres preencherem dois questionários que avaliavam se elas tinham ou não depressão, e a intensidade da doença.
A pesquisa aponta que as gestantes com depressão apresentaram menos problemas na gestação e seus filhos nasceram com melhores pesos e estaturas. Elas também alimentavam seus filhos de forma mais apropriada à idade. Para a enfermeira, as gestantes com depressão mais leve ficariam mais ansiosas, o que as levaria a visitar mais vezes o médico. Por outro lado, as mulheres com depressão na gestação fizeram mais cesáreas e partos com maior duração. Elas e seus filhos tiveram mais doenças.
Sintomas
Todas as gestantes que não desejaram a gravidez tiveram sintomas de depressão durante a gestação, mas não depois do parto. A depressão durante a gestação também foi mais freqüente do que no pós-parto. "Talvez isso aconteceu porque ainda não existe uma lista de perguntas específicas para depressão durante a gestação. Mas já existe uma para depressão pós-parto."
O estudo também revelou que não receber apoio do SUS e do companheiro são fatores de risco para depressão. As mulheres depressivas faziam todas as consultas sozinhas. Por outro lado, as mulheres que diziam receber apoio do sistema de saúde adoeciam menos de depressão. A pesquisadora afirma que é fácil identificar paciente em situação de risco, pois os hospitais costumam pedir as informações necessárias. Porém, os profissionais de saúde não as usam para prevenir ou tratar a depressão.
"Para minha surpresa, muitas pacientes me ligavam para chorar. Elas procuravam o sistema de saúde e as pessoas achavam que era bobeira ou mentira", ressalta. Para mudar esse quadro, Valéria sugere que os médicos utilizem as escalas de medir depressão, façam grupos de acolhimento para as pacientes doentes e encaminhem as gestantes para profissionais especializados em saúde mental. “O assunto daria uma outra dissertação. Mas, para começar, essas soluções já estariam de bom tamanho”.
Na gestação, os fatores de risco são: estar grávida pela primeira ou segunda vez e não desejar a gestação. Já na depressão pós-parto, os fatores são: não ter religião, ter um companheiro desempregado, ter tido depressão na gestação, não receber suporte do Sistema Único de Saúde (SUS), não receber ajuda para cuidar do recém nascido e não receber ajuda do companheiro.
"A gestação e o pós-parto são os períodos da vida da mulher em que ela mais sofre de depressão", explica Valéria Feitosa, autora da pesquisa e enfermeira especialista em psiquiatria “A rotina da mulher muda, muitas vezes ela não tem condições financeiras ou apoio da família. E ainda há as dificuldades com os hormônios” . Das 47 mulheres pesquisadas, 43% tiveram depressão durante a gestação e 30% durante o pós-parto. O levantamento foi feito com mulheres de baixa renda de uma maternidade em Uberaba (MG), e, segundo a pesquisadora, os dados refletem a realidade do País. O professor da Jorge Luis Pedrão, da EERP, orientou o estudo.
Para chegar às informações, a pesquisadora comparou informações dadas pelas mães com dados médicos. Durante a gestação e pós-parto, as mulheres responderam dois questionários sobre sua situação sócio-econômica e de saúde, e sobre a saúde do bebê.
A pesquisadora entrevistou as mulheres para saber se elas recebiam ajuda nas tarefas diárias e tinham apoio emocional e perguntou se eram bem tratadas pelo SUS. Por fim, Valéria pediu para as mulheres preencherem dois questionários que avaliavam se elas tinham ou não depressão, e a intensidade da doença.
A pesquisa aponta que as gestantes com depressão apresentaram menos problemas na gestação e seus filhos nasceram com melhores pesos e estaturas. Elas também alimentavam seus filhos de forma mais apropriada à idade. Para a enfermeira, as gestantes com depressão mais leve ficariam mais ansiosas, o que as levaria a visitar mais vezes o médico. Por outro lado, as mulheres com depressão na gestação fizeram mais cesáreas e partos com maior duração. Elas e seus filhos tiveram mais doenças.
Sintomas
Todas as gestantes que não desejaram a gravidez tiveram sintomas de depressão durante a gestação, mas não depois do parto. A depressão durante a gestação também foi mais freqüente do que no pós-parto. "Talvez isso aconteceu porque ainda não existe uma lista de perguntas específicas para depressão durante a gestação. Mas já existe uma para depressão pós-parto."
O estudo também revelou que não receber apoio do SUS e do companheiro são fatores de risco para depressão. As mulheres depressivas faziam todas as consultas sozinhas. Por outro lado, as mulheres que diziam receber apoio do sistema de saúde adoeciam menos de depressão. A pesquisadora afirma que é fácil identificar paciente em situação de risco, pois os hospitais costumam pedir as informações necessárias. Porém, os profissionais de saúde não as usam para prevenir ou tratar a depressão.
"Para minha surpresa, muitas pacientes me ligavam para chorar. Elas procuravam o sistema de saúde e as pessoas achavam que era bobeira ou mentira", ressalta. Para mudar esse quadro, Valéria sugere que os médicos utilizem as escalas de medir depressão, façam grupos de acolhimento para as pacientes doentes e encaminhem as gestantes para profissionais especializados em saúde mental. “O assunto daria uma outra dissertação. Mas, para começar, essas soluções já estariam de bom tamanho”.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Depois dos médicos, agora é a vez de os enfermeiros que atuam no Sistema Público de Saúde do Estado participarem de um treinamento para ajudar no combate à dengue. A Secretaria de Estado de Saúde inicia na tarde de hoje, a partir das 16 horas, a primeira etapa do curso de capacitação para o diagnóstico e manejo clínico da doença.
A finalidade é capacitar os enfermeiros das redes municipal e estadual de saúde para o atendimento aos pacientes com dengue. O curso será ministrado pelo secretário-adjunto de Atenção à Saúde, Thor Dantas, no auditório do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dape).
A finalidade é capacitar os enfermeiros das redes municipal e estadual de saúde para o atendimento aos pacientes com dengue. O curso será ministrado pelo secretário-adjunto de Atenção à Saúde, Thor Dantas, no auditório do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dape).
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
No dia 2 de março, a Etecla – Escola Vicentina Técnica de Enfermagem Catarina Labouré - inicia as matrículas para a Habilitação para Técnico em Enfermagem do Trabalho. As matrículas podem ser feitas até 16 de março, das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30.
As aulas iniciarão no dia 16 de março e acontecem de segunda a quinta-feira, das 19h15 às 22h30. Mais informações pelo telefone (41) 3219-3650.
As aulas iniciarão no dia 16 de março e acontecem de segunda a quinta-feira, das 19h15 às 22h30. Mais informações pelo telefone (41) 3219-3650.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Trata-se de mais uma ação para estimular a população a realizar exame para saber se houve ou não exposição ao vírus da Aids
Durante a realização do Fórum Social Mundial, em Belém (PA), os participantes poderão realizar o teste rápido anti-HIV. O exame estará disponível aos interessados nos três primeiros dias do encontro – 26, 27 e 28 de janeiro – no estande do Fique Sabendo, no campus II da Universidade do Estado do Pará (UEPA). A realização do trabalho é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Pará e o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST/Aids.
Aumentar a testagem do HIV é um dos focos de trabalho do Ministério da Saúde em 2009, conforme compromisso assumido pelo ministro José Gomes Temporão no Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro. Este ano, serão enviados 3,3 milhões de kits para testes a todos os estados, o dobro do disponibilizado em 2008.
“Essa expansão é um aspecto importante da resposta brasileira à epidemia. Conseguimos avançar muito nos últimos anos, mas precisamos incentivar ainda mais as pessoas a conhecerem sua condição sorológica”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
SÃO PAULO – Na edição de inverno do São Paulo Fashion Week 2009, o Ministério da Saúde também disponibilizou o teste rápido para o público e os profissionais que acompanharam o evento de moda. Entre os dias 19 e 23 de janeiro, foram realizados 772 testes. A mobilização foi aberta pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a jornalista de moda, Gloria Kalil, com o objetivo de sensibilizar a população para a importância do exame. Para o idealizador do SPFW, Paulo Borges, a parceria com o Ministério da Saúde no evento foi “absolutamente importante e educativa”. Estima-se que cerca de 250 mil pessoas no Brasil são portadoras do HIV, mas nunca fizeram o teste e desconhecem sua condição sorológica.
Durante cinco dias, personalidades do mundo da moda, artistas, convidados e até mesmo quem trabalhava no local lotaram o espaço do Fique Sabendo no SPFW em busca do exame. O perfil do público que procurou o exame foi equilibrado. Homens e mulheres, jovens e pessoas acima dos 50 anos, com relacionamento estável ou não, fizeram o exame. Apenas 12 pessoas deixaram de buscar o laudo com o resultado, que foi encaminhado para retirada posterior no CRT paulista. A mobilização foi realizada em parceria com equipes de atendimento das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de São Paulo.
AGILIDADE – Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado nas filipetas dos dois kits: o Bio-Manguinhos, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Rapid Check, desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Para chegar ao resultado, o profissional que o realiza observa um fluxo padrão determinado cientificamente. Se os dois kits tiverem os mesmos resultados, o diagnóstico já é fechado. Em caso de discordância, é feito outro teste com um terceiro kit para confirmação. Assim, o resultado oferece a mesma confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório.
Durante a realização do Fórum Social Mundial, em Belém (PA), os participantes poderão realizar o teste rápido anti-HIV. O exame estará disponível aos interessados nos três primeiros dias do encontro – 26, 27 e 28 de janeiro – no estande do Fique Sabendo, no campus II da Universidade do Estado do Pará (UEPA). A realização do trabalho é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Pará e o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST/Aids.
Aumentar a testagem do HIV é um dos focos de trabalho do Ministério da Saúde em 2009, conforme compromisso assumido pelo ministro José Gomes Temporão no Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro. Este ano, serão enviados 3,3 milhões de kits para testes a todos os estados, o dobro do disponibilizado em 2008.
“Essa expansão é um aspecto importante da resposta brasileira à epidemia. Conseguimos avançar muito nos últimos anos, mas precisamos incentivar ainda mais as pessoas a conhecerem sua condição sorológica”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
SÃO PAULO – Na edição de inverno do São Paulo Fashion Week 2009, o Ministério da Saúde também disponibilizou o teste rápido para o público e os profissionais que acompanharam o evento de moda. Entre os dias 19 e 23 de janeiro, foram realizados 772 testes. A mobilização foi aberta pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a jornalista de moda, Gloria Kalil, com o objetivo de sensibilizar a população para a importância do exame. Para o idealizador do SPFW, Paulo Borges, a parceria com o Ministério da Saúde no evento foi “absolutamente importante e educativa”. Estima-se que cerca de 250 mil pessoas no Brasil são portadoras do HIV, mas nunca fizeram o teste e desconhecem sua condição sorológica.
Durante cinco dias, personalidades do mundo da moda, artistas, convidados e até mesmo quem trabalhava no local lotaram o espaço do Fique Sabendo no SPFW em busca do exame. O perfil do público que procurou o exame foi equilibrado. Homens e mulheres, jovens e pessoas acima dos 50 anos, com relacionamento estável ou não, fizeram o exame. Apenas 12 pessoas deixaram de buscar o laudo com o resultado, que foi encaminhado para retirada posterior no CRT paulista. A mobilização foi realizada em parceria com equipes de atendimento das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de São Paulo.
AGILIDADE – Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado nas filipetas dos dois kits: o Bio-Manguinhos, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Rapid Check, desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Para chegar ao resultado, o profissional que o realiza observa um fluxo padrão determinado cientificamente. Se os dois kits tiverem os mesmos resultados, o diagnóstico já é fechado. Em caso de discordância, é feito outro teste com um terceiro kit para confirmação. Assim, o resultado oferece a mesma confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
É o resultado dos esforços para combater a doença, que continuam com o lançamento de cartilha para facilitar o trabalho de agentes na detecção precoce de contaminados
O número de casos novos de hanseníase no Brasil caiu 23% entre 2003 e 2007. A melhoria da atenção à saúde, principalmente na rede básica, é apontada como um dos motivos para a queda na detecção de novos registros da doença. Em 2003, o total de notificações foi de 51.941. Já em 2007, o valor foi de 40.126 pessoas diagnosticadas. O recuo foi ainda mais significativo na população com menos de 15 anos, com índice de queda de 27% (4.181, em 2003, contra 3.048, em 2007).
A coordenadora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase (PNCH), Maria Aparecida de Faria Grossi, explica que o foco na detecção precoce da doença contribui para a melhora dos indicadores. “Como a doença tem um longo período de incubação, a ocorrência de casos em crianças e adolescentes está relacionada à transmissão recente. Isso significa que esses jovens estão vivendo em focos ainda ativos, com adultos infectados, e com circulação do bacilo causador da doença. É fundamental identificar não apenas os doentes, mas também as pessoas que convivem com eles”.
A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, que provoca manchas esbranquiçadas e avermelhadas no corpo. Ela tem cura, mas, se não detectada e tratada precocemente, pode causar incapacidades e deformidades. Os sintomas demoram de dois a cinco anos para aparecerem. O tratamento da hanseníase está disponível gratuitamente na rede que integra o Sistema Único de Saúde (SUS).
Também entre 2003 e 2007, o número de pacientes em tratamento passou de 79.908 para 41.549 (redução de 48%). A intensificação do tratamento de poliquimioterapia e a melhoria na assistência ao paciente refletem no aumento dos índices de cura. De acordo com a coordenadora, para prevenir e controlar a hanseníase, é necessário implementar ações educativas, em parceria com estados e municípios. Para tanto, o Ministério da Saúde tem coordenado esforços junto aos gestores locais para que as medidas sejam implementadas.
ÁREAS PRIORITÁRIAS – Um estudo do Ministério da Saúde aponta que os novos casos da doença estão concentrados em dez grandes áreas do País (mapa abaixo). São 1.173 municípios brasileiros, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, que registraram 53,5% dos casos novos detectados entre 2005 e 2007. Em termos populacionais, os municípios avaliados concentram 17,5% dos residentes no País.
tabela domapa do brasil mostrando a queda de 23% no Brasil
A avaliação é uma ferramenta para orientar as ações de controle da doença nas áreas identificadas. “O uso da informação deve ser estratégico e as prefeituras devem investir em ações que contribuam para a detecção precoce e tratamento oportuno, com especial atenção às crianças e adolescentes”, afirma Maria Aparecida Grossi.
CARTILHA – Para potencializar as ações contra a hanseníase, o Ministério da Saúde lançará, nesta semana, durante o Fórum Mundial da Saúde, em Belém (PA), a cartilha “Como ajudar no controle da Hanseníase”, direcionada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O lançamento foi programado para a Semana Mundial de Combate à Hanseníase, repetida todos os anos na última semana de janeiro.
A meta é encaminhar cerca de 200 mil exemplares às Secretarias Estaduais de Saúde, que ficam encarregadas de repassar aos municípios. O material traz informações sobre o que deve fazer o agente comunitário ao suspeitar de hanseníase, quais sinais e sintomas devem chamar a atenção e quais orientações ele deve passar ao paciente sobre o tratamento.
A publicação também valoriza a importância de desmistificar a doença e o preconceito em relação aos portadores. Destaca que o diagnóstico precoce e o tratamento garantem uma vida com qualidade para as pessoas atingidas pela hanseníase, diminuindo e prevenindo seqüelas, permitindo viver de forma saudável. A publicação destaca também os direitos das pessoas com hanseníase e a importância do autocuidado.
Nesta semana, também voltará ao ar campanha publicitária que tem o objetivo de estimular a prevenção e eliminar o preconceito contra o portador da doença. Serão peças para rádio e TV, além de folders e cartazes que orientarão o cidadão sobre os sintomas e sinais que indicam o risco da doença.
MAIS INFORMAÇÕES - Há diversas informações sobre a hanseníase disponíveis na letra “H” do Glossário de Doenças do site www.saude.gov.br/svs. Este é o endereço do site da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), responsável no âmbito federal pelas ações de controle e prevenção de doenças. De acordo com o site, a hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 antes de Cristo e vêm da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente esse quadro e, hoje, a hanseníase tem tratamento e cura.
O número de casos novos de hanseníase no Brasil caiu 23% entre 2003 e 2007. A melhoria da atenção à saúde, principalmente na rede básica, é apontada como um dos motivos para a queda na detecção de novos registros da doença. Em 2003, o total de notificações foi de 51.941. Já em 2007, o valor foi de 40.126 pessoas diagnosticadas. O recuo foi ainda mais significativo na população com menos de 15 anos, com índice de queda de 27% (4.181, em 2003, contra 3.048, em 2007).
A coordenadora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase (PNCH), Maria Aparecida de Faria Grossi, explica que o foco na detecção precoce da doença contribui para a melhora dos indicadores. “Como a doença tem um longo período de incubação, a ocorrência de casos em crianças e adolescentes está relacionada à transmissão recente. Isso significa que esses jovens estão vivendo em focos ainda ativos, com adultos infectados, e com circulação do bacilo causador da doença. É fundamental identificar não apenas os doentes, mas também as pessoas que convivem com eles”.
A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, que provoca manchas esbranquiçadas e avermelhadas no corpo. Ela tem cura, mas, se não detectada e tratada precocemente, pode causar incapacidades e deformidades. Os sintomas demoram de dois a cinco anos para aparecerem. O tratamento da hanseníase está disponível gratuitamente na rede que integra o Sistema Único de Saúde (SUS).
Também entre 2003 e 2007, o número de pacientes em tratamento passou de 79.908 para 41.549 (redução de 48%). A intensificação do tratamento de poliquimioterapia e a melhoria na assistência ao paciente refletem no aumento dos índices de cura. De acordo com a coordenadora, para prevenir e controlar a hanseníase, é necessário implementar ações educativas, em parceria com estados e municípios. Para tanto, o Ministério da Saúde tem coordenado esforços junto aos gestores locais para que as medidas sejam implementadas.
ÁREAS PRIORITÁRIAS – Um estudo do Ministério da Saúde aponta que os novos casos da doença estão concentrados em dez grandes áreas do País (mapa abaixo). São 1.173 municípios brasileiros, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, que registraram 53,5% dos casos novos detectados entre 2005 e 2007. Em termos populacionais, os municípios avaliados concentram 17,5% dos residentes no País.
tabela domapa do brasil mostrando a queda de 23% no Brasil
A avaliação é uma ferramenta para orientar as ações de controle da doença nas áreas identificadas. “O uso da informação deve ser estratégico e as prefeituras devem investir em ações que contribuam para a detecção precoce e tratamento oportuno, com especial atenção às crianças e adolescentes”, afirma Maria Aparecida Grossi.
CARTILHA – Para potencializar as ações contra a hanseníase, o Ministério da Saúde lançará, nesta semana, durante o Fórum Mundial da Saúde, em Belém (PA), a cartilha “Como ajudar no controle da Hanseníase”, direcionada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O lançamento foi programado para a Semana Mundial de Combate à Hanseníase, repetida todos os anos na última semana de janeiro.
A meta é encaminhar cerca de 200 mil exemplares às Secretarias Estaduais de Saúde, que ficam encarregadas de repassar aos municípios. O material traz informações sobre o que deve fazer o agente comunitário ao suspeitar de hanseníase, quais sinais e sintomas devem chamar a atenção e quais orientações ele deve passar ao paciente sobre o tratamento.
A publicação também valoriza a importância de desmistificar a doença e o preconceito em relação aos portadores. Destaca que o diagnóstico precoce e o tratamento garantem uma vida com qualidade para as pessoas atingidas pela hanseníase, diminuindo e prevenindo seqüelas, permitindo viver de forma saudável. A publicação destaca também os direitos das pessoas com hanseníase e a importância do autocuidado.
Nesta semana, também voltará ao ar campanha publicitária que tem o objetivo de estimular a prevenção e eliminar o preconceito contra o portador da doença. Serão peças para rádio e TV, além de folders e cartazes que orientarão o cidadão sobre os sintomas e sinais que indicam o risco da doença.
MAIS INFORMAÇÕES - Há diversas informações sobre a hanseníase disponíveis na letra “H” do Glossário de Doenças do site www.saude.gov.br/svs. Este é o endereço do site da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), responsável no âmbito federal pelas ações de controle e prevenção de doenças. De acordo com o site, a hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 antes de Cristo e vêm da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente esse quadro e, hoje, a hanseníase tem tratamento e cura.
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